O setor de saúde suplementar enfrenta, de forma crescente, desafios relacionados à identificação e mitigação de fraudes. Dados divulgados pela SulAmérica indicam o cancelamento de cerca de 5,8 mil contratos entre 2023 e 2025, além de investigações em andamento.
O movimento evidencia o fortalecimento de práticas de auditoria e controle, com impactos diretos não apenas sobre operadoras, mas também sobre prestadores, intermediários e beneficiários.
Quais são as fraudes mais comuns em planos de saúde
As irregularidades são diversas. Entre as principais práticas, destacam-se:
Reembolsos por procedimentos não realizados
Fracionamento indevido de despesas médicas
Compartilhamento de credenciais
Informações inconsistentes na declaração de saúde
Além disso, há participação de múltiplos agentes. Em alguns casos, inclusive, existem estruturas organizadas envolvendo prestadores.
Por outro lado, parte relevante das ocorrências está ligada a estabelecimentos de saúde. Como consequência, aumentam os descredenciamentos e medidas de responsabilização.
Impactos das fraudes no ambiente corporativo
O tema também afeta empresas contratantes. O Itaú Unibanco, por exemplo, adotou medidas internas após identificar uso indevido de benefícios.
Nesse contexto, cresce a necessidade de políticas claras. Além disso, programas de compliance e ações educativas passam a ser indispensáveis.
Regulação, auditoria e controle no setor de saúde suplementar
O fortalecimento da fiscalização ocorre em paralelo à integração com órgãos como o Coaf, especialmente em casos de maior relevância financeira.
Ao mesmo tempo, o setor se adapta às diretrizes da Agência Nacional de Saúde Suplementar, buscando mais transparência e previsibilidade.
Além disso, mecanismos como a coparticipação ganham espaço. Isso porque incentivam o uso mais consciente dos serviços.
Governança e boas práticas para evitar fraudes em planos de saúde
O enfrentamento das fraudes não é apenas repressivo. Pelo contrário, exige estrutura e prevenção.
Nesse sentido, destacam-se:
Investimento em governança e compliance
Monitoramento contínuo de sinistros
Educação de beneficiários e colaboradores
Revisão contratual com prestadores
Consequentemente, essas medidas reduzem custos indevidos e aumentam a eficiência do sistema.
Conclusão: fraude em planos de saúde exige atuação preventiva e jurídica
O combate às fraudes se consolidou como tema estratégico. Mais do que perdas financeiras, estão em jogo a sustentabilidade do setor e a segurança jurídica.
Por isso, a tendência é clara: mais controle, mais integração e maior rigor regulatório.
Nesse cenário, a atuação jurídica em saúde suplementar — tanto preventiva quanto contenciosa — torna-se cada vez mais relevante para empresas, operadoras e prestadores.
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FONTE: https://valor.globo.com/empresas/noticia/2026/02/16/sulamerica-cancelou-58-mil-contratos-de-planos-de-saude-por-fraude-entre-2023-e-2025.ghtml